Posterous theme by Cory Watilo

mais umas verdades sobre a SPA e os autores

pois então que estive a falar com uma amiga sobre os direitos de autor e da SPA.

(vou usar nomes fictícios para que não comecem com ideias)

 

O Manuel Dionísio foi um escritor.

Escreveu alguns livros sobre uns temas e de alguns deles foram até produzidas obras teatrais, premiadas com altos galardões no nosso burgo.

Este escritor foi associado da SPA e depois de algum tempo, a SPA passou a pagar uma quantia mensal, assim à laia de pensão vitalícia.

Neste ponto, a SPA estava de facto a fazer o pressuposto, que era entregar ao autor os dividendos da venda das obras e de todos os trabalhos derivados, em que os direitos patrioniais eram devidos.

 

Mas entretanto o autor morreu.

 

E a SPA parou imediatamente de enviar os dividendos devidos, pois o autor tinha morrido.

 

A minha amiga teve então que agarrar na habilitação de herdeiros, preencher o papel, pagar os tais 150€ da inscrição e tornar-se associada da SPA.

 

Diria a lógica que a partir deste altura, a Rosário Dionísio, herdeira única do autor, passasse a receber dividendos da obra do pai.

Mas nada, passados dois anos, a SPA não entregou um tostão.

 

Contudo, nem tudo é negativo.

 

As editoras com as quais o autor trabalhava directamente, sempre enviaram dividendos directos das vendas dos livros, e após o autor ter falecido, passaram a pagar directamente à herdeira por direito.

Esta ligação das editoras com os autores não são quebradas pela presença da SPA, pelo que se estranha de alguma forma que não tenha sido pago nada. É que o autor até tem obras que foram traduzidas para várias línguas, que certamente geram vendas, talvez poucas, mas mesmo assim vendas.

A SPA tem a obrigação de servir de ponte entre as vendas de autores Portugueses noutros países. Cá para mim, que tenho mau feitio, eles devem estar a colocar os centimos que vêm do exterior na rúbrica de despesas de tratamento dos dados...